oi
Escrito por Naty Dezoti às 01h55
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Hoje dói mais.. Muito mais. A ferida aberta, ainda exposta. Os dedos que cismam em cutucá-la.
A memória poderia ser bem fraca. Assim, apagaria os momentos felizes. E os olhos não embaçariam mais com a poeira do tempo. O sorriso hoje co-existe. Sai por detrás da cortina negra de lágrimas. Sai de não sei onde. E nem porque. É a máscara. A típica. Que desde então, me segue, me guia.
Depois não existe. Não mais. Agora é o agora. E mais nada. Sem planos, sem sonhos. Só o agora me interessa. E o agora teima em me lembrar o antes. E a areia do tempo entra nos meus olhos novamente. Joga na minha cara que tem que ser assim, Mesmo que eu não queira aceitar. Tem de ser do seu jeito.
Logo, 21. Ou não...
Escrito por Naty Dezoti às 00h11
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Depois de seis meses do término do último namoro, ela resolveu que estava na hora de conhecer outras pessoas.. Iria á festa de uma amiga nova, que tinha feito na academia onde começara aulas de ginástica há dois meses. Foi ás compras. Comprou o mais lindo vestido vermelho que havia na loja, a sandália com o salto mais alto. Fez as unhas, escovou os longos e sedosos cabelos negros. Chegou em casa, encheu a banheira, despejou os sais de banhos mais cheirosos que tinha em casa e ficou imersa na água por quase uma hora. Se vestiu. Estava pronta, lindíssima e confiante. Chegou um pouco tarde na festa que era pra que todos reparassem na sua chegada. E todos repararam. Assim que ela entrou no salão com o mais belo vestido que havia visto, os cabelos soltos que deixavam escorrer uma pequena franja no seu rosto, o batom no mesmo tom do vestido. Todos os homens que estavam no salão a olharam. Mas o seu brilho era tanto, que nenhum deles teve coragem de ir falar-lhe. Seu brilho ofuscava os olhares de quem a olhava. E então, ela dançou. Como se nunca tivesse dançado antes, ao som de Bee Gees, ela rodopiou pelo salão como se ninguém a estivesse vendo, como se dança as escondidas em frente ao espelho do quarto. Ainda assim, nenhum daqueles homens consegui falar-lhe uma palavra sequer. Era mais fácil falar de finanças, de futebol, do que ser desprezado por aquela deusa. Sim, naquele momento, ela era uma deusa. Retornou pra casa em seu carro preto de vidros fumês. Subiu as escadas com um olhar meio perdido, como se alguém a tivesse roubado alguma coisa. Descalçou as sandálias, desabotoou o vestido e ele foi caindo até chegar a seus pés. Suspirou. Massageou seu corpo. Encheu novamente a banheira com os mesmos sais de antes. Fez tudo exatamente como havia planejado fazer quando voltasse para casa. Porém, fez de um jeito que não esperava: sozinha.
Escrito por Naty Dezoti às 13h36
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Haverá algo mais triste no mundo que um comboio imóvel na chuva?
Porque se suicidam as folhas quando se sentem amarelas?
(Livro das Perguntas - Pablo Neruda)
Escrito por Naty Dezoti às 11h24
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T P M
Maldita! Me pegou de surpresa... Aliás, as minhas TPMs sempre chegam de surpresa. Sou uma mulher super regulada! Nem uma barra de chocolates ajudou. Nem tarde com os amigos. Nem porra nenhuma! A ansiedade por sabe-se lá o que continua. O aperto no coração continua. A vontade de matar e morrer continua... Tristeza que me pega do nada e me pego pensando em coisas já resolvidas há tempos. O coração que num para de pulsar forte e me diz alguma coisa que eu ainda não sei o que é. Me sinto atrasada na vida... Sinto que tudo mudou, menos eu. Paisagem diferente, pessoas diferentes, idéias diferentes e eu, perdida no meio de tudo isso, me sinto igual. Exatamente do jeito que eu era há uns dois anos atrás. Como se nada me tivesse feito amadurecer. Preciso de colo! Preciso urgentemente de um ombro que não me dê broncas, que me deixe apenas sentir e deixe com que eu o molhe com palavras. Preciso de cafuné, de carinho, de atenção, de mimos... Nada de gritos, de xingos, de "eu avisei". Não quero isso. Não agora, nesse momento. Não é disso que preciso hoje. Tenho que parar com essa mania de precisar das pessoas. As vezes, acho que tenho que me virar um pouco sozinha. Eu mesma me consolar, me deitar e me sonhar. Ser um tanto auto-suficiente de vez em quando. Quase impossível. Ainda mais vindo de mim, com TPM, dias nos quais eu me detesto! Mas vai passar... Daqui uns 8 dias já vai tá tudo bem de novo... Pelo menos é o que eu espero!
Escrito por Naty Dezoti às 00h18
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Rock my soul in the bossom of Abraham...
Até que enfim, passou! Ontem foi a apresentação do coral do primeiro ano da USJT... Que mico gostoso! Adorei! Ri muito! E até tinha um publiquinho lá... hahahaha... Entre eles, a Isa, o Renan e a Vivi... adorei que eles foram.
Aaaaaaaaaahhh!
Micoooo!!!
Mas as divas sempre dadivosas, lindas como sempre!!!!

Escrito por Naty Dezoti às 12h22
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Porque está tudo escuro? Quem mandou apagarem as luzes? Quem disse que esse é o fim? Sem pontos finais, por favor, sr. redator. A vida não tem pontos finais. Eu paro, penso, ouço, vejo... lembro.
As palavras inéditas que ecoam na mente como repetições. Sorrisos, histórias, memórias. Não é "the end". Nunca!
A minha história tem lembranças puras. Guardo segredos. Escondo coisas de mim mesma. Mas quando lembro daquele som. Aquela risada que me fazia despertar do mais profundo sono. Que ainda me faz sonhar e acordar. O jeito de segurar o cigarro com as pontas dos dedos. A cena que parecia saída de um filme. Kenny G na vitrola. A dor do adeus que arrasa o coração. Símbolos que me levam ao passado.
Já disse. Não quero pontos finais. É, sim uma bela história que ainda não acabou. Na verdade, nem sei se isso acaba.
São Paulo, 19 de junho de 2006, 02:47am.
"espero que em 2006 comece uma nova era na sua vida." só não esperava que fosse desse jeito...
Escrito por Naty Dezoti às 02h48
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Ctrl+C, Ctrl+V do flog... (porque as vezes eu gosto do que escrevo...)

Quem entendeu, entendeu...
Saudades que batem á porta e me fazem perder a calma. Repetições desconexas que acontecem e me deixam, simplesmente, paralisada. Rapidez de pensamentos e falta de ar. Sem tempo pra tentar entender. Quero tempo pra tentar esquecer o inesquecível. Sonhos pra sonhar e encontrar. Versos soltos nas páginas do velho caderno. Folhas rasgadas. Planos partidos. Outrora o impossível, hoje o impensável. Estranhos sentimentos se perdem em minhas artérias. Aos poucos o rio que escorre no meu rosto vai inundando todo o corpo. Desespero por não poder ter um flashback. Cabelos soltos como deveriam ser. Perfume que exalam as rosas e voltam pra ti. Turbilhão de palavras, pensamentos e sentidos. E a saudade.
Escrito por Naty Dezoti às 01h09
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Doze de junho? Quem sou eu pra escrever sobre esse dia? Eu, aquela que, com 20 anos, nunca teve um namorado. Então, como é que vou escrever sobre esse dia? Escrever sobre um dia em que pessoas que se amam (ou não) trocam presentes, olham nos olhos, fazem planos... Eu que nunca recebi ligações de madrugada pra saber se eu tava bem, que nunca recebi flores em um dia especial, que nunca desenhei um coração em um cartão, que nunca fui sonhada, que nunca fui sondada, que nunca ouvi sussurros apaixonados, que nunca recebi uma telemensagem brega, que nunca briguei e depois fiz as pazes porque dizem que é a melhor parte, que nunca dormi de conchinha, que nunca recebi cafunés, que nunca tive pra quem ligar se eu acordo com dor de cabeça, que nunca olhei nos olhos e disse "te amo", que nunca ouvi "eu também", que nunca dividi sonhos, que nunca tive quem acordar pra fazer surpresa, que nunca levei café na cama, que nunca fui ao cinema acompanhada, que nunca ganhei um ursinho de pelúcia com um coração, como eu posso conseguir escrever sobre essa data?
Escrito por Naty Dezoti às 14h25
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Ah, Juliana...
Ainda bem que existe Juliana comigo. Ainda bem que eu não sou só... Ainda bem que ela é a razão.. Esse post é pra dizer que ontem eu quase perdi a melhor parte de mim. A parte que eu mais gosto. Eu arrisquei, por besteiras, perder o eterno, o pra sempre. Arrisquei. Errei. Assumo. Mas ela não me deixou ir. Ela me segurou e disse: "peraí, isso não vai acabar assim, não!". Ela brigou por mim, lutou por mim. E é por isso que eu sei que é pra sempre. Ela não me deixou pensar só com o coração. E quando eu achava que já não tinha mais jeito, que já tava tudo errado, ela escreve as palavras mais lindas que já recebi em toda minha vida. Ela foi perfeita. Eu fui confusa. Nossos planos continuam os mesmos. Eu ainda vou ver a Cassia nascer. Ela ainda vai ser a madrinha do Ícaro. Eu ainda vou assistir o TCC dela. Ainda vamos juntas ver o Cirque du Soleil. Ainda vamos pra nova encher a cara. Vamos viajar muito juntas. Vamos ter muitas noitadas de Nemo juntas. Ainda vamos paquerar uns brotos juntas. Ela ainda vai ganhar o primeiro pedaço do bolo no meus próximos 100 aniversários. Eu ainda vou estragar a Cassia e ela vai estragar meu Ícaro. Vamos estrear milhões de vezes juntas. Vamos buscar a felicidade juntas. Vamos conseguir ser felizes juntas. Vamos conhecer a eternidade juntas... é isso! E eu arrisquei perder isso. Nunca mais me deixem fazer essa besteira! Nunca mais. Porque ontem foi o dia mais triste da minha vida... Com uma dor que não cabia em mim e o mundo parecia estar todo contra mim. Porque ontem as lágrimas ardiam ao rolar pelos meus olhos. Porque ontem eu parecia morrer. Porque a melhor parte de mim havia sido arrancada. Porque eu não me conheço mais sem Juliana. Porque eu não ser SER sem Juliana. Porque sem ela, eu só faço existir.
Escrito por Naty Dezoti às 11h02
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Palavras.
Talvez a palavra seja tão pouco perto dos sentimentos incluídos nelas... Nesse exato momento, eu estou com saudade. E é uma saudade forte, grande... tão grande, que a simples palavra "saudade" não traduz isso que queima aqui no peito. E "queima", talvez não descreva fielmente o que está se passando dentro de mim. E mim, não descreve quem eu sou nesse momento. Será que alguém entende o que eu tô querendo dizer? Será que alguém consegue conceber isso? Que palavras são apenas palavras. E ás vezes nem mostram nada, nem dizem nada e nem nada. E nada pode significar coisa nenhuma, mas não no sentido total que eu quero dar a coisa nenhuma.
Algum terapeuta lê essa joça? Se lê por favor, me dá seu telefone?
Escrito por Naty Dezoti às 00h01
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Hoje de manhã pousou uma esperança em meu braço. Deixei ela passear por mim enquanto eu ia ao posto de saúde. Vi que ela andou pelo meu braço direito, desceu até a palma da minha mão... Lentamente, como uma esperança anda. Caminhei alguns metros com ela ainda em mim. Então, sacudi o braço pra que ela fosse embora. E ela voou com suas pequenas asas pra bem longe de mim. Acompanhei-a com o olhar até perdê-la de vista, como tem que ser e como sempre foi. O que fazia uma esperança pousada em mim? Eu não quero mais esperanças em mim. Eu não tenho mais esperanças por perto. Tantas que já me pousaram e foram embora sem que eu sequer sacudisse o braço. As últimas me foram arrancadas de forma brutal. Da forma mais brutal em que se pode tirar esperanças de uma pessoa. Por isso, não as quero mais. Se elas apenas passeassem por mim... Mas elas vão embora.
Baseado no conto "Uma esperança" de Clarice Lispector.
Escrito por Naty Dezoti às 00h07
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angeli

Escrito por Naty Dezoti às 11h55
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Preciso de respostas pro meu silêncio. Ou de alguma coisa que me diga que a vida realmente vale a pena. Porque quando eu achei ter encontrado a resposta pros meus desejos mais profundos, a vida tomou-a de mim e me jogou na cara mais uma vez que eu não nasci pra isso. Então me questionei, me revirei, procurei a pergunta pra algumas respostas e não quis nem saber a respostas de certas perguntas. As coisas simplesmente foram mudando e o que eu achava que era a solução pra tudo simplesmente não se mostrou quando eu precisava. Mas-porém-contudo-entretanto-todavida, mostrou-me o que eu não devia fazer. E cá estou colocando band-aid e esparadrapo no coração pra curar mais rápido.
Escrito por Naty Dezoti às 15h18
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"Tava dormindo tambor me chamou..."
Faz tempo que tô pra escrever aqui sobre meu seminário sobre "A influência da cultura a fricana na cultura brasileira...". Meu seminário, não. Nosso seminário. Meu, da Polly, da Josi, da Stê, da Paloma, da Lúcia, do Sô, de Oxósse, de Iansã, de Iemanjá, de Nanã... Foi lindo, perfeito. Praticamente um ritual. Nos deu a oportunidade de conhecer muita coisa nova e até de conhecermos uma a outra. Conhecemos nosso jeito de trabalhar, de pensar, de se irritar... Os pontos fortes e os fracos. Até que então, saiu! E nós amamos. E todos gostaram! As pessoas nos agradeceram. E nós? Agradecemos aos orixás que estiveram com a gente o tempo todo, que nos deixaram criar com eles e nos deixaram fazer festa com eles. Meninas, Sô, só lhes digo uma coisa: arrasamos! E que venham as cenas, as improvisações, os outros trablhos. Que venha o segundo ano!
Escrito por Naty Dezoti às 18h40
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